sábado, 14 de março de 2015

Prisioneiro cibernético !


PRISIONEIRO CIBERNÉTICO



Anos a fio, eu te procurei neste mundo cibernético,
me esquecendo de viver e até de amar realmente,
errático e peregrino masoquista, me senti patético,
languindo amor e desejo até morrer tumescente !

Imaginando musas e deusas, me julguei profético,
além da conta e bem distante do etéreo Presente !
Divina sempre vi a mulher no devaneio hermético
e poeta submisso, mas do homem muito diferente!

Bela e doce, esbelta e sedutora, por ti eu me iludi
e cheguei a construir castelos de neve e de marfim,
tentando recuperar esse precioso tempo que perdi,

tantas vezes sem o idílico romance levar até ao fim,
porque, me apegando aos amores que eu não vivi,
me deixei ficar refém e prisioneiro dentro de mim!



Lud MacMartinson
LMMP - 14-03-2015

3 comentários:

  1. Gostei! : ...Introversão e extroversão, numa página só...num poema só. ... com alguma angústia mas, - beleza!! .
    Parabéns, poeta pelo dia da "Poesia", meu abraço fraterno!!

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  2. Lud,

    algumas vezes eu faço auto-críticas e por isso mesmo estou menos tempo pela internet. Contudo, encontrei pessoas incriveis, e vc é uma mistura de otimo amigo, maravilhoso poeta, homem inteligente e sensivel, um principe para sonhos encantados.

    Bjs

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  3. Oi amigas...
    já dizia o Épico Luís Vaz de Camões em meados do século XVI .
    Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades
    Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
    Muda-se o ser, muda-se a confiança:
    Todo o mundo é composto de mudança,
    Tomando sempre novas qualidades.

    Continuamente vemos novidades,
    Diferentes em tudo da esperança:
    Do mal ficam as mágoas na lembrança,
    E do bem (se algum houve) as saudades.

    O tempo cobre o chão de verde manto,
    Que já coberto foi de neve fria,
    E em mim converte em choro o doce canto.

    E afora este mudar-se cada dia,
    Outra mudança faz de mor espanto,
    Que não se muda já como soía.

    Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

    E ai de quem não muda ! Como diz o povo, até " água parada, cria bicho " !
    Bjs

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