sábado, 24 de maio de 2014

Refém da Felicidade !

REFÉM DA FELICIDADE



Nas minhas noites de longa agonia,
eu penso você e em quem eu seria,
se o nosso amor fossse realidade,
mas logo sinto o abraço da saudade

me envolver com a doce cobardia
de quem nunca teve a ousadia
nem a coragem de largar a metade
e de saciar a suprema liberdade!

No meu conluio com a  monotonia,
eu me sinto um pobre coitado,
a uma morte lenta condenado,

que aceita ser quem não deveria
e, para não chocar a sociedade,
vive refém da sua própria felicidade !



Lud
MacMartinson
LMMP
Lux-24-05-2014

2 comentários:

  1. Lu, perfeito!!

    Um belo poema para se refletir ..se a gente quizer ser feliz ou não.
    Mas por outro lado , penso que, cada um sabe de sua própria dor e renúncia!!
    Beijinhos, querido amigo

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  2. "No meu conluio com a monotonia,
    eu me sinto um pobre coitado,
    a uma morte lenta condenado,
    (...)
    vive refém da sua própria felicidade !"

    Coitadinho... fico tão penalizada com sua grande felicidade...

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