sábado, 6 de novembro de 2010

Faz tempo

2 comentários:

Noname-metamorphosis disse...

Faz tempo... que o ser humano se esquece de alimentar a paixão...

Teresa Cristina flordecaju disse...

Olá... Um prazer te encontrar na net...


Vazia


Muitas vezes caio para dentro
de um imenso vazio
e espio minha alma de poeta –
e não me avisto.

Meus olhos andam embrulhados
em coisas difíceis –
há sorrisos de flores,
gritos do sol,
acordes de vento.

Já quase perdida,
acerto o chão do verso
como quem regula uma posição
dentro do corpo do relógio.

E a poesia vai sendo enrolada
na obediência de minhas palavras .

Um cheiro. Teresa.