REFÉM DA FELICIDADE
Nas minhas noites de longa
agonia,
eu penso você e em quem eu
seria,
se o nosso amor fossse
realidade,
mas logo sinto o abraço da
saudade
me envolver com a doce
cobardia
de quem nunca teve a ousadia
nem a coragem de largar a
metade
e de saciar a suprema
liberdade!
No meu conluio com a monotonia,
eu me sinto um pobre coitado,
a uma morte lenta condenado,
que aceita ser quem não deveria
e, para não chocar a sociedade,
vive refém da sua própria
felicidade !
Lud
MacMartinson
LMMP
Lux-24-05-2014
