domingo, 7 de dezembro de 2008

Virtualmente doente ( 31:05:2007 )




VIRTUALMENTE DOENTE


( revisto em 31:05:2007) 


Olá, Oi...
entrei neste mundo no fim do ano de 2004, no dia que antecedeu o TSUNAMI - maremoto -na Ásia...

Um mês perdido neste labirinto, permitiu-me perceber quase tudo.
Em 11 de junho de 2005, escrevi " Virtualmente doente " - um poema que postei no Cantinho da Poesia... e viria a comover muita gente...


VIRTUALMENTE DOENTE
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Eu sei que estou mesmo doente 

e, talvez, muito provavelmente 
já em fase bem terminal 
pois sinto que brevelmente 
deixarei este mundo virtual,
onde tudo parace tão natural...

Fiquei doente com tanta mentira 
e enojado por tanto egoísmo 
de gente vulgar que só me atira 
com despudorado e sórdido cinísmo 
que nada de bom me inspira
e só exacerba o meu ateísmo...

Dementes ficam os meus pensamentos 
tão ingénuos, puros e verdadeiros, 
devorados como meros condimentos 
por corações vís e trapaceiros, 
esvaziados dos nobres sentimentos
que no meu coração são os primeiros

Estarei ainda e seguramente viciado 
por tanta musa deste mundo virtual 
para quem o cibetnético pecado 
se tornou demasiado banal 
no ecrã deste imundo depravado,
onde impera o instinto animal

Me sinto sobretudo doente 
porque jamais poderei realizar 
o sonho de tão nobre gente 
com quem realmente pude passar 
dias e noites em confissão ardente
para a minha febre de amor saciar

Ah! Se eu pudesse acabar 
de vez com toda esta hipocrisia 
para realmente poder saciar 
a intrínseca e ululante endofasia 
que me corrói o verbo amar
e me deixa a alma em letargia

Impaciente fica meu coração 
nas horas que passa contigo 
a dar brado a esta paixão 
que de delícia vira castigo 
quando não estás em conexão
com este louco e pobre mendigo

Terá esta vida ainda sentido 
vivida neste mundo virtual, 
que de verdade anda tão despido 
e onde o fingimento é vital, 
para que se mantenha apetecido
e ântro de um despudorado bacanal? 

E porque estou mesmo doente 
deixarei este poema inacabado 
esperando que mais adiante 
alguém lhe venha dar brado, 
se comigo seguir em frente,
para não me sentir tão mal-amado



LMP, LUXEMBURGO - 2005
Lud MacMartinson

O poema foi revisto revisto em 31:05:2007

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