quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Volúpia febril !

VOLÚPIA FEBRIL


A musa se estendeu à minha frente,
tímida, inérte, como se fosse de aço,
enquanto eu, tão hirto e tumescente,
apenas desejava arrancar um pedaço

para saciar aquele desejo indecente
que ameaçava tudo jogar no espaço,
tão agitada, indómita e envolvente
era a febre libidinosa daquele regaço !

Por amor de Deus, musa me perdoe
este jeito insequente de bem querer,
só espero que você nunca se magoe

quando sulfuroso despertar o prazer
que vai sofucando para que não ecoe
a volúpia febril de tão sedutora Mulher !


Lud MacMartinson
LMMP
Luxemburgo, 03-08-2016