Olá,
dia 16 de abril de 2005, li este artigo de Arthur da
Távola, brasileiro, creio que carioca, no Cantinho Sensual, aí colocado
pela Chinezzinha, gerente do grupo.
Cada encontro está carregado de perda ou perdas.
As vezes duas pessoas
que se amam (amigos, casados, solteiros, amantes, namorados) se encontram e são
felizes.
Ao fim da felicidade, um deles chora.
Ou fica triste.
Ou baixa os olhos.
Ou é invadido por uma
inexplicável melancolia.
É a perda que está
escondida no deslumbramento de cada encontro.
O encontro humano é
tão raro que mesmo quando ocorre, vem carregado de todas as experiências de
desencontros anteriores.
Quando você está perto
de alguém e não consegue expressar tudo o que está claro e simples na sua
cabeça, você está tendo um desencontro.
Aquela pessoa que lhe
dá um extremo cansaço de explicar as coisas é alguém com quem você se
desencontra.
Aquela a quem você
admira tanto, que lhe impede de falar, também é um agente de desencontro, por
mais encontros que você tenha com as causas da sua admiração por ele.
A pessoa que só pensa
naquilo em que vai falar e não naquilo que você está dizendo para ela é alguém
com quem você se desencontra.
Alguém que o ama ou o
detesta, sem nunca ter sofrido a seu lado, é alguém desencontrado de você.
Cada desencontro é
perda porque é a irrealização do que teria sido uma possibilidade de afeito.
É a experiência de
desencontros que ensina o valor dos raros encontros que a vida permite.
A própria vida é uma
espécie de ante-sala do grande encontro (com o todo? o nada?).
Por isso talvez ele
nada mais seja do que uma provocação de desencontros preparatórios da
penetração na essência DO SER.
Mas por isso ou por
aquilo, cada encontro está carregado de perda.
E no ato de sentir-se
feliz associa-se a ideia do passageiro que é tudo, do amanhã cheio de
interrogações, da excepção que aquilo significa.
A partir daí, uma
tristeza muito particular se instala.
A tristeza feliz.
Tristeza feliz é a que só surge depois dos encontros verdadeiros, tão raros.
Encontros verdadeiros
são os que se realizam de ser para ser e não de inteligência para inteligência
ou de interesse para interesse.
Os encontros
verdadeiros prescindem de palavras, eles realizam em cada pessoa, a parte delas
que se sublimou, ficou pura, melhor, louca, mas a parte que responde a
carências e às certezas anteriores aos fatos.
É mais fácil, para
quem tem um encontro verdadeiro, acabar triste pela certeza da fluidez da
felicidade vivida do que sair cantando a alegria da felicidade vivida ou
trocada.
Quem se alegra demais
se distancia da felicidade.
Felicidade está mais
próxima da paz que da alegria, do silêncio do que da festa.
Felicidade está perto
da tristeza, porque a certeza da perda se instala a cada vez que estamos
felizes.
É esta certeza - a da
perda - que provoca aquela lágrima ou aquela angústia que se instala após os
verdadeiros encontros.
Há sempre uma
despedida em cada alegria. Há sempre um E depois? Após cada felicidade.
Há sempre uma saudade
na hora de cada encontro. Antecipada.
Disso só se salva quem
se cura, ou seja, quem deixa de estar feliz para ser feliz, quem passa do estar
para o ser.
Arthur da Távola
Eis o meu comentário:
Mas como são mágicos, divinos,
inebriantes os preliminares e as longas esperas que antecedem aqueles encontros
e desencontros que nos fazem perder a noção do tempo e do espaço, que
satisfazem nossos desejos e realizam nossas esperanças num simples abraço, num
beijo futivo, num olhar tímido e profundo que faz dos apaixonados pessoas de
outro mundo...
E mesmo se cada encontro e
desencontro é quase sempre triste, quem não ousar sentir uma perda e vacilar,
quem tiver medo de cair e voltar a sorrir depois de enxugar as lágrimas, não
pode pretender ser feliz, porque nunca terá direito à transcendental felicidade
do reencontro e da reconciliação...
Eu prefiro perder, cair,
sofrer realmente que viver virtualmente, adiando sonhos e sofucando
esperanças, porque nunca desisto de achar a verdadeira felicidade.
Aquele sentimento que marcará
definitiva e irremediavelmente a nossa vida pode se esconder por detrás de uma
lágrima amargurada e triste que, caindo, vai regar e fazer desabrochar no
coração do outro aquele estremecimento, aquele arrepio e provovar o "
tsunami" revelador de um amor, de uma paixão, ou simplemente de uma
amizade que nos proporcionará aquela felicidade que, tal
alquimista, andamos procurando anos a fio;
aquela que nos renconciliará a
ambição com a razão; aquela que preenchera todos os vazios e, num golpe de
magia, limpará do nosso coração todas as perdas, desilusões e frustrações, as
angústias e as saudades, porque a última felicidade que rimará com eternidade e
será o corolário da nossa verdade!
Sufocada com este parágrafo?
Ainda bem, respire de alívio
porque os encontros e os desencontros nunca têm um ponto final, mas apenas umas
reticências..., que, muitas vezes, não passam de pontos finais que têm medo
de se assumir para iniciar outro parágrafo, outro capítulo ou simplesmente
virar a página, porque se a razão até costuma, o coração nunca consegue virar a
página completamente ou rasgar um capítulo, porque o verdadeiro coração nunca
usa as palavras fúteis e mesquinhas ou etéreas, o verdadeiro coração
apenas devolve e envolve os sentimentos, os beija, os acaricia, mas nunca os
despreza ou descarta porque eles são a sua razão de ser e de viver...
Ah!
Quanto mistério nesta vida!...
LUDwig no Cantinho Sensual,
16:04:2005

Sábias palavras, Ludwig.
"...os encontros e os
desencontros nunca têm um ponto final, mas apenas umas reticências..., que,
muitas vezes, não passam de pontos finais que têm medo de se assumir para
iniciar outro parágrafo, outro capítulo ou simplesmente virar a página, porque
se a razão até costuma, o coração nunca consegue virar a página completamente
ou rasgar um capítulo, porque o verdadeiro coração nunca usa as
palavras fúteis e mesquinhas ou etéreas, o verdadeiro coração apenas
devolve e envolve os sentimentos, os beija, os acaricia, mas nunca os despreza
ou descarta porque eles são a sua razão de ser e de viver..."
Beijos - Chinezzinha

Esteja sempre pronto(a) para um encontro, mesmo sabendo que ele
comporta um desencontro, porque ele pode ser a chave da sua felicidade !
Dia 16 de Junho,
precisamente 2 meses depois, eu o tive e, hoje, 3 meses e 3 dias depois, posso
dizer orgulhosamente: o vivi, o realizei e o experimentei intrinsecamente,
porque para mim tudo tem que ser real e puro na orígem e na essência,
mesmo que entre nós haja a distância e seja qual for o preço a pagar! Virtual,
para mim só é o sonho antes de o sonhar, - e agora certos intrusos do www -
porque depois entro de corpo e de alma no caminho da sua realização e isso me
dá muita feliciade, e mesmo antes de ele ser realidade.
Este é o privilégio dos guerreiros, dos sonhadores, dos
apaixonados, que nunca têm medo de chorar, de falhar, de cair, de sofrer e de
morrer para alcançar e conquistarem aquilo em que acreditam. Deus me fez assim
e assim serei até ao fim, que marcará verdadeiramente o início de uma caminhada
sem fim, rumo à Suprema Perfeição.
Este é o desígnio de cada ser Humano, do mesmo ser que sabe que o
" erro " só existe para, acontecendo, o fazer progredir e fazer
melhor, vivendo simplesmente aqui como um mortal que terá que conquistar e
atrevessar o limiar da imortalidade, sofrendo e errando, caindo e levantando-se
sempre com um sorriso nos olhos e o amor no coração, partido ou não, ferido ou
são, é ele que aceita as loucuras que dão razão à VIDA, a Dávida das Dádivas, o
Presente dos Presentes...
Quem não tiver coragem de sofrer e de viver as vicissitudes da
Vida, não é digno de experimentar a a verdadeira Felicidade, aquela que nasce
no meio do sonho, se alimenta e vive de amor e se purifica com o sofrimento da
perda ou do desamor.
Muita razão tem o povo, em
sua sofrida, experimentada e vivida sabedoria, quando diz: " quem não
arrisca não petisca " ou seja,
quem tem medo de SER FELIZ,
sempre será e viverá INFELIZ !
Nunca se esqueça que a sorte sempre protege os
audazes !
Recentemente
a assessora de Paulo Coelho escreveu, em resposta a um mail que lhe enviei:
" Só o
medo impede o Sonho de se realizar ! "
Eu, por mim, jamais permitirei
que o medo, ou até um simples condicional, se meta entre mim e os meus Sonhos,
porque a minha Coragem ganha forças no ântro do medo, para melhor o levar de
vencida e continuar a viver a a minha vida de Sonhos !
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